Onde estão os sonhadores?

29 01 2009

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Este texto é para aqueles que têm uma vontade incontrolável de fazer, ser, gerar momentos, vidas, pessoas e histórias para Deus. Faz quantos anos que você aceitou Jesus? Lembra quando você era inocente com as coisas “pesadas” de igreja? Quando nada de politicagem ou problemas lhe importava ou você nem conhecia os problemas comuns dentro das igrejas? Que Jesus era o único propósito de você estar ali se reunindo dentro daquela igreja? Quando você passava horas e horas orando e lendo a Bíblia e, por incrível que pareça, os textos que você lia depois da oração eram as respostas claras de suas conversas com Deus. Você se lembra disso? Você se lembra de, quando você lia sobre pessoas que fizeram algo na história ou estão fazendo hoje, como você ficava empolgado? São perguntas que muitos deveriam responder pelo simples fato de que muitos perderam sua vontade, seu ânimo, suas ideias, perderam por muitos fatores. Alguns dizem “me acomodei de uma maneira que eu não posso arriscar ser ousado, criar ou recriar”.

Alguns deixam de criar porque outros deixaram de acreditar, mas, se as pessoas não acreditam em você, é possível que elas não acreditem nelas mesmas. Alguns deixam de sonhar porque os sonhos compartilhados são apenas linhas inocentes de pensamentos e não se permitem ir além da escrita porque têm medo de enfrentar a realidade do sonho. Mas, se as pessoas acham você inocente ou ingênuo, isso é bom, porque, assim como a criança cresce, você com seus sonhos vai crescer.

Se você escutou, sentiu, recebeu um e-mail de Deus e nesse contato você recebeu a mensagem que tem um chamado para que seja verdadeiramente como Jesus com todas as forças de seu espírito, é Ele que vai estimulá-lo para que leve uma vida de crucificação e de humildade e exigirá tal obediência que você não poderá imitar os demais cristãos, pois Ele não permitirá que você faça o mesmo que fazem os outros. Faz anos que não consigo enxergar jovens, velhos, crianças revolucionando o mundo. Aliás, eu consigo, eles chegam até a parte dos problemas e desistem dos sonhos brilhantes, desistem porque não conseguem enxergar o sol depois da tempestade. As pessoas têm medo de novos Martin Luther Kings, Madres Terezas, Finneys, Mark Driskoll, Pipes, Louies Giglios, Paulos, Pedros, Joões. A lista é grande.

Algumas pessoas se perguntam “O que fazer para que eu possa impactar vida?” Por que esse Cristianismo de hoje não causa muito impacto a essas pessoas. A resposta pode ser fácil: é porque algumas pessoas estão com medo de se arriscar. Você só deve não seguir a fórmula de muitos e ter a si mesmo em autoestima, imaginar que você pode influenciar e ressaltar a realização de seus planos em torno de você mesmo; não faça isso, pois, se você tentar fazer, você fracassará de algum modo e merecerá a reprovação da parte de Cristo. Deus pode permitir que os demais sejam grandes, mas você deve continuar sendo pequeno; Deus permitirá que outros trabalhem para Ele e ganhem fama; porém, seu foco não deve ser a fama ou sucesso, seu foco deve fazer algo na sinceridade do seu coração para com Deus. Existem milhares de pessoas que tiveram suas vidas marcadas por Cristo e marcaram o mundo de alguma forma. O que você deseja? Fazer ou escutar? Por isso, habitue-se à ideia de que Cristo é um soberano absoluto que tem o direito de fazer o que Ele deseja sobre você e que não tem como explicar a infinidade de coisas que poderiam confundir sua mente pelo modo como Ele procede com você. Cristo lhe tomará a palavra; e, se você tiver o mesmo sentimento de quando você tinha quando você O conheceu, Ele o envolverá em um amor incrível que permitirá que você se anime em se tornar aquilo que Deus quer que você se torne. Só saiba que, de uma vez por todas, as respostas serão dadas pelo Espírito Santo. Quando uns chamarem você de louco, simplesmente sorria; quando outros chamarem você de ingênuo, concorde porque você vai estar possuído pelo Deus vivo de tal maneira que se sentirá feliz e contente no íntimo de seu coração com essa peculiaridade pessoal, privada e zelosa que governa sua vida através do Espírito Santo.

Só saiba que:

2/3 do mundo (quase 4 bilhões) não é cristão. 1/4 do mundo (1.675 bilhões de pessoas) nunca ouviu falar de Cristo

Existem 140.000 missionários protestantes no mundo inteiro. Não parece um número ruim se você ignorar o fato de que existem 2.1 bilhões de crentes no mundo

Cada 15.000 crentes somente um vai ser missionário. (no mundo inteiro)

Atualmente existem 28.200 milhões de evangélicos no Brasil. Dentro desse número tão grande existem somente 3.248 missionários, e desses, 744 estão servindo aqui no Brasil

Somente 1 em cada 11.262 evangélicos estão ouvindo a voz de Deus de “ir” e indo (no Brasil).

Total de missionários brasileiros – 3.248 (389 estão no campo menos de um ano e 1.070 menos do que 3 anos – somente 1.783 têm mais do que 3 anos no campo)

Missionários brasileiros servindo fora do Brasil – 2.504

Missionários brasileiros no Brasil – 744 (1 em 3 serve no Brasil)

Na Janela 10/40 – 644

População do Brasil – 188.000.000

Evangélicos no Brasil – 28.200.000

Existe um missionário brasileiro servindo na janela 10/40 (povo não alcançado) por cada 43.789 evangélicos brasileiros.

Brasil tem o segundo maior número de cristãos atrás somente dos Estados Unidos.

1.8% dos missionários mundiais são brasileiros.

Sabe o que eu fico pensando disso tudo? Onde estão os sonhadores.

de: http://blog.mossadstudio.com/





A Importância da Leitura

29 01 2009

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A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a “compreender” o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo – embora, muitas vezes, não nos demos conta.

A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão semântica dos mesmos.

Nesse processamento do texto, tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o texto; e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do que se lê é alcançada, esses diversos tipos de conhecimento estão em interação. Logo, percebemos que a leitura é um processo interativo.

Quando citamos a necessidade do conhecimento prévio de mundo para a compreensão da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo Boff,

cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um releitura. […] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.

A partir daí, podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, além dos já referidos processamento cognitivo da leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por isso que consegue ser tocado pela leitura.

Assim, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a uma aranha:

[…] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido – nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.

Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquimirmos mais conhecimentos e cultura – o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.

E refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.

Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.

Há entretanto, uma condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do leitor. Como afirma Daniel Pennac, “o verbo ler não suporta o imperativo”. Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler. Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado, então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-se.

Por Maria Carolina