Testemunho @arthur.

14 01 2009


Bom, eu não sabia nem por onde começar, afinal, como posso dar minha vida de testemunho sendo que nasci na igreja, fui um bebê consagrado a Deus nos seus primeiros dias de vida, enfim, é daí que quero partir, do fato de Jesus, nosso Salvador, busca até aquela ovelha que se perde.
Sempre fui muito “igrejeiro”, minha avó até os meus 6 anos freqüentava a polêmica Igreja Universal, e eu ia, e por mais estranho que seja, dizia pra ela que seria pastor quando crescesse (loucura).
Meu pai por discordância saiu da Universal e começou a freqüentar a Comunidade da Graça, e lá eu, como uma boa criança de Jesus, assistia Fitas Cassete da Turma do Printy e ouvia Diante de Trono todos os dias.
Fui matriculado na primeira série no Colégio da Comunidade (que até então era CECOG), e continuei a trilhar minha jornada infanto-espiritual.
Quando comecei a ficar maior, na altura dos 10 anos, meus pais pararam um pouco com a igreja, pois meu pai estava tendo de sustentar a casa (logo trabalhar muito), e minha mãe começaria a fazer faculdade, o que me levou a ser mudado de escola para a escola pública.
Aos meus 11 anos, eu já tinha toda a malícia que tenho hoje, aprendi palavrões, e xingamentos; Mas no fundo a escola pública me ensinou uma coisa, a amar as pessoas como elas são, os que eu só fui saber como se aplica HOJE.
Aos 12 fui mudado de escola novamente, agora meu pai já estava cada vez mais ausentado da família e minha mãe cada vez mais “envolvida na faculdade”, sendo que meu pai sempre foi muito agarrado comigo, e eu sentia falta, essa nova escola estava um caos, um monte de garotos riquinhos que excluíam todos, muito diferente daqueles que conheci na pública.
E então, no meio do ano, meus pais se separaram, e dali pra frente me afundei cada vez mais, passei a detestar tudo inclusive a Deus que eu pensava que tivesse me abandonado, descobri depois que minha mãe tinha traído meu pai, e acabei por ir morar com ele, meu pai que no fundo era o meu herói, e estava lá, destruído, magoado, e eu vi a mão de Deus reerguê-lo, mas não botei muita fé, com 13 eu voltei pro Colégio da Comunidade que me fez aumentar o meu ódio por falsos cristãos, já que não via cristianismo ali, mas eu não julgava, pois estava pior, e não ligava pra isso, ali ainda tinham alguns cristãos, que tentavam me alertar, mas ali comecei com o meu primeiro e maior vício, a mentira, e menti MUITO mal e descaradamente, passei 2 anos ali na Comunidade, e me formei de 8ª série, cativando muito ódio e rancor dentro de mim.
Me mudei para o Colégio Objetivo, e lá, não tinham cristãos, muito pelo contrário, rolava de tudo, e ali eu me afundei por um ano e meio, em bebidas, e vícios dentre eles o da mentira. Em Outubro de 2007 aprendi a tocar contra-baixo, e vi ali não só uma paixão, já que eu não tinha dificuldades pra aprender, mas vi um dom, e me dediquei cada vez mais, mas, era a única coisa em mim que “prestava” isso pelo fato de estar usando meu dom, mas não a favor do que é certo.Continuei me afundando, e quando estava namorando uma garota, e transei com a melhor amiga dela, depois contei pra essa minha namorada o que tinha feito, isso me deixou sem amigos, e sem ninguém, ninguém mesmo.
Lá no fundo do poço, uma garota veio me ajudar, ela a princípio me chamou pra ir no Pornix da 242(Sexxxchurch) o que foi mais legal é que um dos que eram cristãos de verdade lá do Colégio da Comunidade acabaram indo também, e foi legal poder ouvi mais de Jesus, mas, ainda não estava convencido, certo dia, resolvi ir no culto de adolescentes lá da Comunidade da Graça, e lá por instinto chamei a esposa do líder (que já havia sido professora da minha irmã no colégio, portanto me conhecia) e perguntei como fazia pra tocar na igreja (sem saber o peso que tinha um ministério) e nesse ministério comecei a me envolver cada vez mais, afinal, eu amo tocar, e ali eu estava servindo a Deus. Eu ainda era viciado, mas estava me reconstruindo.
No acampamento dos adolescentes, teve um momento da peça em que ele pregou sobre quebra de vícios, e como meio que uma mágica, a partir daquele momento, um milagre tinha me acontecido eu não tinha mais vícios, e, sou eternamente grato a Deus por isso.
Sou grato porque Ele me amou, porque Ele deu seu Filho por mim, e por nunca ter me abandonado, mesmo quando meu pai estava caído, ou quando eu estava caído.
Hoje sou batizado há 4 meses e sirvo a Deus com o maior prazer, sei que não estou completamente livre do pecado, mas como está afirmado na Palavra de Deus em II Coríntios 5.17 “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

“Não tenha medo de começar algo, amadores construiram a Arca, profissionais construiram o Titanic.”


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