Dos altos montes

25 09 2008

Sentado no cume do monte, no meu horário de descanso eu vejo a grande batalha que é travada num vale abaixo de mim.

Eu descansando e vendo meus companheiros em meio a luta, meus irmãos, luz e trevas…

Minha armadura, um tanto quanto desgastada, porém muito resistente…

Minha espada, às vezes cega, outras vezes afiada e eu sou preso em um corpo preguiçoso e carnal onde minha alma e meu espírito tem que estar em equilíbrio com o mesmo…

Meu espírito sempre pronto, minha alma em fogo puro, e meu corpo apenas uma quantidade de matéria que ocupa lugar neste espaço com a função de me levar aonde for para lutar contra meus inimigos.

Se eu pudesse me dividir em dois teríamos o: bom Lenon e o “bom” Lenon.

Eu tenho vontade de desistir as vezes, eu tenho vontade de parar tudo. Eu fico cansado, eu fico chateado, as vezes humilhado, eu fico enciumado… Eu me sinto como um animal a procura de como satisfazer os meus desejos, eu tenho uma fera dentro de mim.

Algumas vezes penso em libertá-la, mas onde eu fico?

Esse não é o treinamento que eu recebo do meu General. Meu General me sustenta nas batalhas, me dá alívio quando estou cansado, me cobre com o Sangue dEle pra vencer, me ensina a guerrear até vencer. Meu General me deu poder para controlar essa fera dentro de mim até que eu veja ser libertado. Meu General me dá o escape bem na casa dEle, junto com outros soldados, meus irmãos, que estão na luta comigo.

Meu General já morreu para que eu não venha morrer. Meu General morreu por mim, pra me salvar. Meu General é Fiel e me conhece a tal maneira que mesmo que eu venha cair em batalha, Ele me levanta, me restaura, me cura. Põe-me de pé de novo!

Ele me dá forças pra eu matar o mau Lenon a cada dia.

Milhas e milhas… dores e dores… Meus inimigos me dão bombas de presente. Bombas de sentimentos confusos, bombas de ataque espiritual, bombas de cansaço, desânimo, de tristeza, de frieza e de morte mas, meu General me dá forças, me dá graça ao meu ajoelhar diante dEle e clamar por socorro. Ele me atende, pára o tempo, pára o sol, e resplandece a Sua Luz em todo o campo, me enchendo de glória e da Sua presença, destruindo nossos inimigos e me fortalecendo novamente.

Meu General é meu amigo… E hoje, aqui de cima, eu olho para uma batalha que está caminhando para o seu fim mas, mesmo assim a guerra ainda não acabou. E tempos atrás, eu enviei uma carta pedindo licença a Ele, mas a mesma foi recusada… Meu General não desiste de mim, Ele acredita no meu potencial e vai me honrar e me levar a todos os confins da terra, e eu peço a Ele, que acenda no meu coração, paixão pelo Seu nome até o ponto de eu vir morrer, em plena convicção da minha salvação e do meu amor por Ele, por amor do nome dEle, fazendo a vontade dEle.

E no fim, eu vou festejar a vitória do meu General, junto com meus irmãos, longe do pecado e das trevas, vivendo em Glória para o resto da vida, ou melhor, da eternidade.


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